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Junho 4, 2016
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O Preconceito contra as Mulheres

O Preconceito contra as Mulheres

“Nada na vida deve ser temido, somente compreendido.” é uma das frases de Marie Curie, a primeira mulher cientista a ganhar fama no mundo. Em 1903, Marie ganhou o Prêmio Nobel de Física e, com isso, tornou-se uma das grandes cientistas do século, um símbolo marcante na luta pela igualdade de direito feminino.

Clara Immerwahr foi uma pesquisadora muito talentosa que, infelizmente, não teve o mesmo sucesso de Marie Curie. Immerwahr foi a primeira mulher na Alemanha a obter o título de doutora (1900) e, na época, foi companheira do químico alemão Fritz Haber, famoso pela descoberta e síntese da amônia. Clara foi de grande contribuição para o sucesso das pesquisas de Fritz, mas nunca foi citada ou reconhecida como colaboradora. Devido às pesquisas do marido com gases tóxicos, durante a Primeira Guerra Mundial, Clara participou de protestos contra armas químicas e acabou tendo um fim trágico. Delatada pelo próprio marido como traidora da pátria, suicidou-se aos 45 anos, encerrando muito jovem sua trajetória científica.

Diante os exemplos citados, fica evidente que a ciência não apenas trouxe luz às descobertas que abriram caminho para a compreensão do Universo e da própria espécie humana, culminando no avanço científico e tecnológico que conhecemos hoje, como mudou completamente o cenário acadêmico da atualidade, tornando-as protagonistas das suas lutas.

O preconceito contra a mulher, bem como a falta de reconhecimento e desvalorização do seu trabalho também estão presentes, de forma explícita ou implícita, no campo científico. Entretanto, mesmo diante as dificuldades, muitas mulheres contribuíram e continuam contribuindo para o desenvolvimento da ciência. Avanços significativos são resultados de muitos anos de esforço. Compreender que o oito de março não é apenas uma data, e sim uma boa maneira de inserir o debate sobre os direitos das mulheres, é de extrema importância, visto que isso acaba permitindo que a discussão nas escolas sobre igualdade de condições para os gêneros exista.

Foram muitas as mulheres que deixaram de ser “rainhas do lar” e se aventuraram num universo de domínio masculino, conquistando espaço profissional e abrindo caminhos sem volta para as gerações atuais. Com muita luta, as mulheres deixaram as tarefas domésticas para se projetarem como estudantes, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas.

Para reafirmar a importância da luta feminista pela igualdade de gênero, simbolizada pelo Dia Internacional da Mulher (08 de março), a Executiva Nacional dos Estudantes de Química compreende que a diversidade é fundamental para o desenvolvimento científico. Ambientes de trabalho onde gêneros, culturas e etnias podem atuar de forma plena são importantes para o surgimento da inovação. Imaginando quantas boas sementes como Marie Curie, Clara Immerwahr, Simone de Beauvoir, Maria Felipa, entre Joaquinas, Rosas, Cecílias, Marlenes … Não se encontram agora, por todo o Brasil, à espera apenas de um solo rico e generoso, no qual possam germinar. Que saibamos semear.

-Executiva Nacional dos Estudantes de Química EXEQUI
(Texto escrito por Tamiles Batista Messias, suplente na EXEQUI-Nordeste)

Graduanda em Quimica pela UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz.

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UEB entidade representativa dos estudantes brasileiros

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